Turno no balcão
Antes de desenhar qualquer tela, alguém do time passa dois turnos em unidades diferentes anotando o que o atendente faz com as mãos e onde a fila para.
O que fica na rede depois que o aplicativo entra no ar.
O pedido cabe em quatro toques porque o fluxo foi medido em turno de pico.
Cardápio e disponibilidade vêm do mesmo sistema que abastece o caixa.
O saldo de pontos mora no celular do cliente e ele confere sozinho.
A conta de desenvolvedor está no nome da rede desde o primeiro envio.
A semana de teste em loja mostra o problema antes da rede inteira.
O que ficou de fora da primeira entrega está escrito, com data.

Nenhuma delas é pulada, e a primeira é sempre fora do escritório. Aplicativo de rede que nasce só de reunião chega ao balcão pedindo coisas que o atendente não tem tempo de fazer.
Antes de desenhar qualquer tela, alguém do time passa dois turnos em unidades diferentes anotando o que o atendente faz com as mãos e onde a fila para.
O caminho do pedido é montado em folhas soltas e testado com clientes de verdade. Corrigir uma folha custa um lápis; corrigir uma tela já escrita custa uma semana.
Uma versão navegável roda no celular do gerente antes de existir código. É nessa hora que aparecem os pedidos de mudar o lugar do botão de pagar.
iPhone e Android recebem código próprio, escrito para cada sistema, e não uma página de internet embrulhada para parecer aplicativo.
O aplicativo conversa com o sistema que a rede já usa: preço, disponibilidade por unidade e o saldo de pontos do cliente vêm de lá, não de uma planilha à parte.
Ficha das lojas, capturas de tela, respostas ao revisor e as atualizações do primeiro ano ficam conosco, com a conta de desenvolvedor no nome da rede.
Recolhidas ao fim dos últimos projetos e publicadas com autorização de quem falou.
O preço no aplicativo vem do mesmo lugar que o preço da loja. Parece óbvio, e era exatamente o que faltava antes.
A conta de desenvolvedor ficou no nome da rede desde o primeiro envio. Não dependo de ninguém para publicar uma correção.
Escreveram a resposta ao revisor da loja e cuidaram do vaivém. Eu só assinei o que precisava assinar.
Na semana de teste em loja apareceram sete erros. Todos foram corrigidos antes de qualquer cliente ver o aplicativo.
O relatório de uso por unidade mostrou que uma loja não usava o painel. Era treino, não era o aplicativo.
Olhamos o fluxo de uma unidade e devolvemos a lista do que cabe na primeira versão do aplicativo, com prazo e valor.